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Dra. Tamires Macedo - Neurologista
Neuropatias

Síndrome do túnel do carpo: neurologia ou ortopedia

24 de agosto de 2026
2 min de leitura
Dra. Tamires Macedo

A síndrome do túnel do carpo é uma das neuropatias por compressão mais comuns. Muitos pacientes buscam ortopedista primeiro, mas o neurologista tem papel importante no diagnóstico e condução do caso.

O que é o túnel do carpo

O túnel do carpo é uma passagem estreita no punho, formada pelos ossos do carpo e por um ligamento na parte anterior. Por dentro passam nove tendões flexores e o nervo mediano. Qualquer condição que reduza o espaço ou aumente o volume no túnel pode comprimir o nervo.

Sintomas característicos

Formigamento e dormência: no polegar, indicador, médio e metade do anular.

Piora noturna: o paciente acorda com a mão dormente, precisa sacudir.

Piora com atividades: que envolvem punho flexionado, como dirigir, ler segurando o livro.

Dor: no punho e antebraço, às vezes irradiando para o cotovelo.

Fraqueza: em fase mais avançada, dificuldade para segurar objetos, atrofia do músculo tenar.

Perda de destreza: para atividades finas como abotoar camisa.

Fatores de risco

Movimentos repetitivos: digitação intensa, uso prolongado de mouse, atividades manuais repetitivas.

Gravidez: retenção de líquido pode comprimir o nervo. Geralmente melhora após o parto.

Diabetes: aumenta suscetibilidade a neuropatias por compressão.

Hipotireoidismo: edema associado.

Artrite reumatoide: inflamação do túnel.

Obesidade: aumenta pressão no túnel.

Diagnóstico

O diagnóstico começa pela história característica e exame físico. Manobras específicas (Phalen, Tinel) sugerem o diagnóstico. A eletroneuromiografia confirma e mede a gravidade da compressão, informação importante para decidir o tratamento.

Papel do neurologista

O neurologista avalia se há comprometimento nervoso, diferencia da radiculopatia cervical (compressão na coluna que pode simular túnel do carpo), interpreta a eletroneuromiografia e orienta tratamento conservador em casos leves e moderados. Casos graves ou refratários ao tratamento conservador são encaminhados para cirurgia.

Tratamento

Casos leves respondem a tala noturna, mudança de hábitos, corticoide injetado no túnel em casos selecionados, tratamento de condições associadas (diabetes, hipotireoidismo). Fisioterapia complementa.

Casos graves ou com atrofia muscular necessitam de cirurgia (liberação do túnel do carpo). O procedimento é minimamente invasivo, com bons resultados na maioria dos pacientes.

Mensagem

Formigamento nas mãos, principalmente a noite, merece avaliação. Diagnóstico precoce evita atrofia muscular e sequela permanente.

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Dra. Tamires Macedo

Dra. Tamires Macedo

CRM: 22274 | RQE: 16344

Neurologista em Fortaleza. CRM: 22274 | RQE: 16344. Formada pela UFC com residência no HGF.

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